guia completo ifrs s1 s2

IFRS S1 e S2: Guia Completo para Companhias Abertas Brasileiras



IFRS S1 | S2 · Relatório Obrigatório 2027
O IFRS S1 e S2 transformou o reporte de sustentabilidade em obrigação financeira com regime de responsabilidade equivalente ao das demonstrações financeiras auditadas. Este guia cobre o sistema completo — da norma global às obrigações brasileiras, dos quatro pilares à asseguração razoável — e conecta cada tema ao artigo da série que o aprofunda.
✍️ Por: Melissa Silvani, sócia e COO Auíri
📅 Publicado em: março de 2026
🕐 Tempo de leitura: 9 minutos
ifrs s1 e s2 — sala de reunião executiva com documentos regulatórios para companhias abertas brasileiras
700+
companhias abertas obrigadas a reportar a partir de 2026

Mai/2027
prazo definitivo para o primeiro relatório obrigatório

65%
das empresas brasileiras não estão preparadas (RSM, 2024)

36
jurisdições globais adotando normas ISSB

O IFRS S1 e S2 não é uma versão mais rigorosa do relatório GRI. É uma mudança de natureza: o reporte de sustentabilidade saiu do departamento de comunicação e entrou no mesmo regime jurídico das demonstrações financeiras auditadas. Para mais de 700 companhias abertas brasileiras, isso significa que o exercício de referência já está em curso — e os dados que comporão o primeiro relatório obrigatório estão sendo gerados agora.

O International Sustainability Standards Board — ISSB — foi criado em novembro de 2021, durante a COP26 em Glasgow, com o objetivo de desenvolver um conjunto global de padrões de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade. Em junho de 2023, publicou suas duas primeiras normas: o IFRS S1, que estabelece requisitos gerais de divulgação, e o IFRS S2, específico para riscos e oportunidades climáticos. O Brasil foi o primeiro país do mundo a adotar formalmente essas normas com caráter obrigatório — e o fez em outubro de 2023, com a Resolução CVM 193, antes mesmo de os pronunciamentos técnicos brasileiros estarem finalizados.

O resultado é um sistema regulatório que combina norma global, adaptação nacional e obrigação legal — com prazo único e intransferível de maio de 2027. Entender esse sistema é o pré-requisito de qualquer decisão de implementação.

A arquitetura do sistema IFRS S1 e S2 no Brasil: ISSB, CBPS e CVM

O sistema brasileiro replica a estrutura global, mas com denominação e autoridade próprias. Três camadas definem a obrigação:

01

ISSB — camada global. O International Sustainability Standards Board, vinculado à IFRS Foundation, publicou o IFRS S1 (requisitos gerais) e o IFRS S2 (clima) em junho de 2023. As normas foram endossadas pela IOSCO e adotadas por 36 jurisdições globalmente — tornando-se a linguagem comum dos mercados de capitais internacionais.

02

CBPS — adaptação brasileira. O Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade, criado pela Resolução CFC nº 1.670 e composto por CFC, ABRASCA, APIMEC, B3, Ibracon e FIPECAFI, finalizou a tradução e adaptação em setembro de 2024. Publicou o CBPS 01 (equivalente ao IFRS S1) e o CBPS 02 (equivalente ao IFRS S2). Nos relatórios técnicos e exigências regulatórias brasileiras, as referências corretas são CBPS 01 e CBPS 02.

03

CVM — obrigação legal. As Resoluções CVM 217 e 218, publicadas em outubro de 2024, tornaram os pronunciamentos CBPS obrigatórios para companhias abertas registradas na CVM a partir do exercício fiscal de 2026. A CVM rejeitou formalmente o pedido de adiamento em fevereiro de 2026 — o prazo é definitivo.


O arcabouço regulatório em ordem cronológica
Out/2023 · Resolução CVM 193

Brasil torna-se o primeiro país a adotar formalmente as normas ISSB. Período voluntário iniciado para companhias abertas.

Set/2024 · CBPS 01 e 02

Pronunciamentos técnicos brasileiros publicados: versão nacional do IFRS S1 e S2, com adaptações para o contexto regulatório local.

Out/2024 · Resoluções CVM 217 e 218

Obrigatoriedade confirmada. Exercício fiscal de 2026 definido como exercício de referência. Asseguração razoável exigida desde o primeiro ciclo.

Fev/2026 · CVM rejeita adiamento

Pedido formal da ABRASCA negado. Carta conjunta de Amec, APIMEC, CFC e Ibracon apoia a manutenção do cronograma.

Para uma análise aprofundada do que esse sistema significa na prática para companhias abertas brasileiras, leia o artigo IFRS S1 e S2 no Brasil: o que muda para companhias abertas a partir de 2026.

Quem está obrigado pelo IFRS S1 e S2 no Brasil

As Resoluções CVM 217 e 218 definem um escopo mais amplo do que muitas empresas percebem. O critério determinante é o registro na CVM — não o porte, o setor ou a capitalização de mercado.

Obrigados a partir de jan/2026

  • Companhias abertas registradas na CVM — todas, sem exceção de setor ou tamanho
  • Fundos de investimento emissores de valores mobiliários registrados na CVM
  • Securitizadoras que emitam CRI ou CRA com registro na CVM
  • Instituições financeiras segmentos S1 e S2 do Banco Central (Res. CMN 5.185/2024)
Efeito cascata na cadeia de valor

  • Fornecedores de empresas listadas serão pressionados a fornecer dados de Escopo 3
  • Empresas de capital fechado com clientes listados enfrentarão exigências crescentes de dados
  • A obrigação não termina na empresa listada — ela se propaga pela cadeia de valor
  • Setor financeiro S3 do Banco Central: obrigatoriedade a partir de 2028

O prazo é único e não escalonado por porte. Uma small cap listada na B3 tem as mesmas obrigações de uma grande empresa do Ibovespa — com o mesmo prazo de maio de 2027 e o mesmo requisito de asseguração razoável. Para entender por que o prazo é definitivo e o que as empresas que apostaram no adiamento perderam, leia A CVM não vai adiar: o relatório de sustentabilidade obrigatório 2027 é definitivo.

Os quatro pilares do CBPS 01 — o que o IFRS S1 e S2 exige divulgar

O CBPS 01 organiza as exigências de divulgação em quatro pilares interdependentes. Cada pilar exige evidência de processo — não apenas declaração de intenção — e todos precisam estar operacionais durante o exercício de 2026, não apenas no momento da publicação do relatório em 2027.

01

Governança. Como o conselho de administração e a diretoria supervisionam riscos e oportunidades de sustentabilidade. Inclui composição relevante, competências e frequência de supervisão do conselho. A responsabilidade é fiduciária — conselheiros que aprovem relatórios inconsistentes respondem pessoalmente nos termos da Resolução CVM 80/2022. Para aprofundamento: O que o conselho e o CFO precisam saber sobre IFRS S1/S2.

02

Estratégia. Como riscos e oportunidades de sustentabilidade afetam o modelo de negócio, a estratégia e as perspectivas financeiras da empresa. Inclui análise de cenários climáticos (para o CBPS 02) e divulgação de como a empresa está se adaptando ou planejando se adaptar. A conexão entre agenda ESG e estratégia de negócio precisa ser demonstrável — não apenas declarada.

03

Gestão de Riscos. Como a empresa identifica, avalia e gerencia riscos e oportunidades de sustentabilidade — e como esses processos se integram à gestão de riscos geral da organização. O processo precisa estar documentado e rastreável durante o exercício, não apenas descrito no relatório final.

04

Métricas e Metas. Os dados quantitativos usados para avaliar e gerenciar os riscos e oportunidades materiais — incluindo emissões de Escopo 1, 2 e 3 para o CBPS 02. As métricas precisam ser coletadas com rastreabilidade auditável durante o exercício de 2026. Para o CBPS 02, isso inclui o desafio estrutural do Escopo 3 da cadeia de valor — detalhado em Escopo 3 e IFRS S2: por que a cadeia de valor é o maior gargalo do reporte climático.

Materialidade financeira no IFRS S1 e S2: a diferença que define o que divulgar

A materialidade financeira é o conceito que mais paralisa equipes técnicas de ESG no Brasil — não por falta de informação, mas por confusão com frameworks que parecem similares e funcionam de forma oposta. O CBPS 01 adota exclusivamente materialidade financeira: uma informação é material se sua omissão ou distorção pode razoavelmente influenciar as decisões dos investidores.

Materialidade de Impacto — GRI

  • Pergunta central: o que nossa empresa causa no mundo?
  • Direção: de dentro para fora
  • Audiência: stakeholders em geral
  • Critério: relevância dos impactos sobre pessoas e meio ambiente
Materialidade Financeira — CBPS 01

  • Pergunta central: o que pode afetar nosso valor para os investidores?
  • Direção: de fora para dentro
  • Audiência: investidores e mercado de capitais
  • Critério: capacidade de influenciar razoavelmente as decisões de alocação de capital

O processo de avaliação de materialidade financeira precisa ser documentado — o auditor vai verificar o raciocínio que levou à inclusão ou exclusão de cada tema, não apenas a lista final. As normas SASB do setor são o ponto de partida obrigatório indicado pelo CBPS 01 para identificação de temas potencialmente materiais.

Clayton Codo, do Ibracon, resumiu o desafio: “A materialidade financeira é uma grande novidade — as empresas, mesmo as mais maduras, não tinham essa visão e consequentemente não tinham cálculos financeiros de impactos.” Para um guia completo sobre como conduzir e documentar esse processo, leia O que é materialidade financeira no IFRS S1: o conceito que mais trava as empresas brasileiras.

Escopo 3 no CBPS 02: o maior gargalo do IFRS S1 e S2 na prática

O Escopo 3 representa em média mais de 80% das emissões totais de uma empresa — e é o dado menos rastreável. O CBPS 02 exige a divulgação das 15 categorias do GHG Protocol que forem materiais, com evidência de processo que permita asseguração razoável. Não basta calcular um número. O auditor vai verificar a fonte de cada dado, a metodologia aplicada e o protocolo de coleta que existia durante o exercício.

Os três desafios estruturais do Escopo 3 no Brasil
Fornecedores sem capacidade técnica. A maioria dos fornecedores brasileiros, especialmente os de pequeno e médio porte, não possui dados nem entende o que é um inventário de carbono. A estratégia de “pedir dados aos fornecedores” não funciona como primeiro passo — funciona como último, depois de mapeados os hotspots e definido um protocolo de coleta viável.
Rastreabilidade versus inventário voluntário. Empresas que já fazem inventário de carbono voluntário frequentemente subestimam o gap. Um número calculado com estimativas não documentadas não resiste à asseguração razoável — mesmo que matematicamente correto. A diferença não é de precisão: é de infraestrutura de evidências.
Timing da coleta. Iniciar o engajamento de fornecedores no Q3 ou Q4 de 2026 significa que os dados do primeiro semestre já foram coletados sem o protocolo adequado — e não são reconstruíveis retroativamente com qualidade auditável.

Para a estratégia completa de como estruturar a coleta de Escopo 3 com rastreabilidade auditável, leia Escopo 3 e IFRS S2: por que a cadeia de valor é o maior gargalo do reporte climático.

Asseguração razoável no IFRS S1 e S2: o requisito que separa relatório de documento

A exigência de asseguração razoável desde o primeiro ciclo obrigatório é o elemento que mais distingue o regime IFRS S1 e S2 de tudo que existia antes no Brasil. Não é um detalhe técnico — é a diferença estrutural que determina o que precisa existir dentro da empresa antes de o relatório ser escrito.

Asseguração limitada vs. asseguração razoável

Asseguração limitada — padrão dos relatórios voluntários: o auditor verifica se algo chamou sua atenção como incorreto. Conclusão negativa. Trabalho de revisão analítica e indagações. Pode ser conduzido com dados consolidados após o fechamento do exercício.

Asseguração razoável — padrão das demonstrações financeiras auditadas: o auditor obtém evidências suficientes para concluir positivamente que as informações estão livres de distorções relevantes. Requer controles internos funcionando durante o exercício — não apenas após o fechamento. O auditor verifica o processo que gerou o dado, não apenas o dado.

Para o IFRS S1 e S2 no Brasil, a CVM exige asseguração razoável desde o primeiro relatório obrigatório — não há período de carência ou escalonamento do padrão.

Há uma implicação regulatória crítica sobre quem pode realizar essa asseguração: a firma que implementar o processo de adequação IFRS S1 e S2 não poderá, pela regra de independência auditorial (NBC PA 01 do CFC), ser a mesma a assegurar o relatório. Esse conflito estrutural afeta diretamente empresas que estão avaliando contratar uma Big 4 para os dois serviços simultaneamente. Para entender esse ponto em profundidade, leia Por que a firma que vai auditar seu relatório IFRS S1/S2 não pode ter feito a implementação.

O cronograma real do IFRS S1 e S2: o que precisa acontecer trimestre a trimestre

O prazo de maio de 2027 frequentemente é lido como o momento em que o problema começa. Essa leitura está errada. O exercício de referência é 2026 inteiro — de 1º de janeiro a 31 de dezembro. Dados coletados sem controles adequados durante o exercício não são reconstruíveis retroativamente com qualidade auditável.

Q1/2026 · Jan–Mar

Diagnóstico de prontidão. Estruturar governança interna. Nomear responsável pelo reporte com autoridade para integrar áreas. Envolver CFO. Iniciar seleção do auditor independente.

Q2/2026 · Abr–Jun

Conduzir análise de materialidade financeira (CBPS 01). Mapear gaps de dados. Identificar categorias materiais de Escopo 3. Iniciar engajamento de fornecedores críticos.

Q3/2026 · Jul–Set

Implementar controles internos com rastreabilidade auditável. Protocolo de coleta de Escopo 3 ativo. Primeiro encontro formal com auditor independente. Integrar sistemas ESG ao ERP financeiro.

Q4/2026 · Out–Dez

Fechar dados do exercício. Documentar processos e evidências. Revisão preliminar com auditor. Consolidar rascunho das divulgações principais para validação interna.

Janeiro a maio de 2027: produção do relatório final, asseguração razoável formal, revisão do conselho e publicação. Empresas que chegarem ao início de 2027 com dados bem documentados e auditor já engajado terão esse período como refinamento — não como corrida.
“Quem está apostando que em 2027 a publicação referente a 2026 não vai acontecer… eu, se estivesse na condição de diretor executivo, não faria isso.”

Eduardo Flores — Coordenador Técnico do CBPS

Por onde começar a implementação do IFRS S1 e S2 na sua empresa

A pergunta mais frequente entre gestores que entenderam a urgência é: por onde começar? A resposta tem uma lógica universal — independente do setor, porte ou histórico de reporte da empresa.

A sequência correta

  • 1º — Diagnóstico: mapear onde a empresa está nas quatro áreas do CBPS 01 antes de qualquer decisão de implementação
  • 2º — Governança: estrutura de supervisão do conselho documentada e papéis internos definidos
  • 3º — Materialidade financeira: processo conduzido com base nos tópicos SASB do setor, documentado de forma auditável
  • 4º — Coleta de dados: protocolo ativo com rastreabilidade desde o início do exercício, para cada tema material
  • 5º — Relatório: consequência de uma infraestrutura que funcionou durante o ano
Os três erros mais caros

  • Começar pelo relatório: sem infraestrutura, o relatório não resiste à asseguração razoável
  • Subestimar o Escopo 3: dados de fornecedores sem protocolo ativo desde o início do exercício não são recuperáveis retroativamente
  • Não envolver o CFO desde o início: a integração entre dados ESG e demonstrações financeiras exige participação da área financeira no processo, não apenas na revisão final

Para o guia completo com os três perfis de empresa, a linha do tempo trimestral detalhada e quando buscar ajuda especializada, leia Por onde começar: o caminho mais seguro para estar pronto para o IFRS S1/S2 em 2027.

As primeiras empresas brasileiras a adotar voluntariamente — Vale, Lojas Renner e B3 — confirmaram que o maior risco não é técnico: é de sequência. Empresas que começaram pela governança e pela materialidade antes de estruturar a coleta de dados tiveram implementações mais coerentes e auditáveis. Para aprender com esses casos, leia O que as primeiras empresas brasileiras a adotar IFRS S1/S2 fizeram diferente.

Todos os artigos da série IFRS S1 e S2 — aprofunde cada tema

Esta série cobre a jornada completa do decisor: do entendimento do sistema à ação concreta. Cada artigo aprofunda um aspecto específico do IFRS S1 e S2 — selecione o que é mais urgente para a sua empresa agora.

IFRS S1 e S2 no Brasil: o que muda para companhias abertas a partir de 2026. A visão estrutural — normas, cronograma, quem está obrigado e o que diferencia esse regime de tudo que veio antes.

A CVM não vai adiar: o relatório de sustentabilidade obrigatório 2027 é definitivo. O que as empresas que apostaram no adiamento perderam — e o custo de cada trimestre sem ação.

O que é materialidade financeira no IFRS S1: o conceito que mais trava as empresas brasileiras. Como conduzir e documentar o processo com base nos tópicos SASB do setor.

Como medir emissões de Escopo 3 para o IFRS S2 com rastreabilidade auditável. Estratégia em quatro passos, hierarquia de qualidade de dados e o que fazer quando os fornecedores não têm dados.

O que o conselho e o CFO precisam saber sobre IFRS S1/S2. Responsabilidade fiduciária, risco regulatório pessoal e as três perguntas que todo conselheiro deveria fazer agora.

Por que a firma que vai auditar seu relatório IFRS S1/S2 não pode ter feito a implementação. A regra de independência, o gargalo de capacidade e as três perguntas de diligência antes de contratar.

O que as primeiras empresas brasileiras a adotar IFRS S1/S2 fizeram diferente. Vale, Renner e B3: desafios reportados, padrões comuns e três lições práticas para quem implementa agora.

Como implementar o IFRS S1 e S2 na minha empresa: guia 2026. Os três perfis de empresa, a linha do tempo trimestral e os três erros mais caros a evitar.

IFRS S1 e S2 — perguntas frequentes

O que são o IFRS S1 e S2 no Brasil?

O IFRS S1 e S2 no Brasil correspondem aos Pronunciamentos Técnicos CBPS 01 e CBPS 02, tornados obrigatórios pelas Resoluções CVM 217 e 218 de outubro de 2024. O CBPS 01 estabelece os requisitos gerais de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade — governança, estratégia, gestão de riscos, métricas e metas. O CBPS 02 é específico para riscos e oportunidades climáticos, incluindo emissões de Escopo 1, 2 e 3 e análise de cenários climáticos.

Quem está obrigado a seguir o IFRS S1 e S2 no Brasil?

Estão obrigadas todas as companhias abertas registradas na CVM, fundos de investimento emissores de valores mobiliários e securitizadoras, a partir do exercício fiscal iniciado em 1º de janeiro de 2026. Instituições financeiras dos segmentos S1 e S2 do Banco Central também estão obrigadas a partir de 2026, por força da Resolução CMN nº 5.185/2024.

Qual é o prazo para publicar o primeiro relatório obrigatório de IFRS S1 e S2?

O primeiro relatório obrigatório deve ser publicado em maio de 2027, referente ao exercício fiscal de 2026. A CVM rejeitou formalmente o pedido de adiamento apresentado pela ABRASCA em fevereiro de 2026 — o prazo é definitivo. A coleta de dados já está em curso desde 1º de janeiro de 2026.

O que é materialidade financeira no IFRS S1 e S2?

A materialidade financeira no CBPS 01 define que uma informação é material se sua omissão ou distorção pode influenciar razoavelmente as decisões dos investidores. O olhar é de fora para dentro — como riscos e oportunidades de sustentabilidade afetam o desempenho financeiro da empresa. É o oposto da materialidade de impacto do GRI.

O que é asseguração razoável e por que ela é exigida no IFRS S1 e S2?

A asseguração razoável é o padrão máximo de verificação independente — o mesmo aplicado às demonstrações financeiras auditadas. O auditor obtém evidências suficientes para concluir positivamente que as informações estão livres de distorções relevantes. A CVM exige asseguração razoável desde o primeiro relatório obrigatório do IFRS S1 e S2, sem período de carência.

Por onde começar a implementar o IFRS S1 e S2 na minha empresa?

O primeiro passo é o diagnóstico — mapear onde a empresa está em relação às quatro áreas do CBPS 01: governança, estratégia, gestão de riscos e métricas e metas. A sequência correta é: governança primeiro, materialidade financeira segundo, coleta de dados com rastreabilidade terceiro, relatório por último. Inverter essa ordem é o erro mais caro que uma companhia aberta pode cometer em 2026.

Para avaliar onde sua empresa está em relação a cada um desses requisitos — e o que precisa acontecer antes do fim de 2026 — o Painel de Prontidão IFRS S1/S2 da Auíri é o ponto de partida. Autodiagnóstico estruturado por pilar, mapa de gaps e linha do tempo comentada para 2026/2027, desenvolvido para ser apresentado ao conselho e à diretoria.

BAIXAR O PAINEL DE PRONTIDÃO

Sobre a autora

Melissa Silvani é sócia e diretora de operações na Auíri, apaixonada por causas que importam e dedicada a construir pontes entre pessoas e propósitos.

Quer entender como o IFRS S1 e S2 se aplica à realidade da sua empresa? A Auíri pode ajudar a estruturar esse processo.



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